domingo, 7 de março de 2010

Um vazio dentro de mim.


Meu coração vai molemente dentro do táxi, talvez eu nunca mais o veja. Isso me faz pensar no que realmente tem importância no final das contas. Aquele fora o adeus mais doloroso que eu já passara. O amor dói tanto, mas é tão bom. As coisas aconteceram, na minha frente, e eu não conseguir evitar, eu não tinha o controle.
Talvez esta seja a historia de amor mais marcante de minha curta jornada, momentos que serão para sempre especiais, mas serão sempre distantes de minha realidade. Momentos que nunca mais voltarão.
E pouco a pouco as lembranças vão invadindo a minha mente, como a luz invade o céu ao raiar do sol. Antes escondidas em algum lugar dentro de mim, agora faziam parte do meu pensamento, inevitavelmente, lagrimas nasceram em meus olhos, e foram deslizando sobre meu rosto. Aquilo doía tanto, parecia o fim, não tinha mais expectativas, esperanças. Ele fazia parte do meu cotidiano, o vazio que ele havia deixado era enorme, um buraco profundo, que precisava ser rapidamente fechado.
De repente, não conseguia mais ver a luz do taxi que se movia rapidamente para longe de mim. Ela finalmente saiu de minha visão, deixando para trás toda a esperança de um reencontro momentâneo, aqueles que só acontecem em filmes de amor, os que nos iludem com acontecimentos encantadores, jamais presenciados na cruel vida real. Então, me virei e fui para casa, deixando para traz tudo que um dia fora a razão do meu viver.

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